A partir da ata do Copom, mercado e analistas passaram a dar como certa a queda da taxa Selic para 9% no encerramento do ciclo de alívio monetário que pode ocorrer em abril ou maio, dependendo da projeção para o próximo corte da Selic. Apostas nessa trajetória já estão sendo montadas no mercado futuro de juros da BM&F. Mas o Banco Central condiciona o deslocamento da taxa básica “para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos” aos valores projetados para a inflação. 

 

O item 35 da ata – taxativo sobre as perspectivas para a Selic – não existiria sem o 19 – o último sobre avaliação prospectiva das tendências da inflação. Nesse parágrafo, a ata do Copom mostra cenários de referência e de mercado para o indicador. 
 

 

Comparativamente à ata de janeiro, no cenário de referência a projeção para o IPCA de 2012 recuou e está abaixo de 4,5% e, no cenário de mercado, essa projeção recuou e se encontra ao redor do centro da meta.  

 

Para a inflação de 2013, a projeção do cenário de referência aumentou e está acima do centro da meta e, no cenário de mercado, a projeção permaneceu estável e acima do centro do valor central.
 

Evolução dessas estimativas de inflação para pior certamente levarão o BC a rever a sinalização inédita de que o juro básico ficará ligeiramente acima da mínima histórica – de 8,75%.

 

Fonte: Valor online